Infecções respiratórias podem descompensar doenças do coração, dos pulmões, diabetes, doença renal e outras condições crônicas. Por isso, revisar a caderneta faz parte do acompanhamento de quem vive com essas condições.
Por que a avaliação precisa ser individual?
Idade, doença de base, medicamentos em uso e vacinas anteriores mudam as recomendações. Duas pessoas da mesma idade podem precisar de orientações diferentes, especialmente se uma delas usa tratamento imunossupressor ou já recebeu vacinas pneumocócicas.
Uma infecção pode exigir mais do coração e dos pulmões e dificultar o controle de condições já existentes. Rever as vacinas com antecedência ajuda a planejar a proteção sem esperar uma intercorrência ou uma internação.
Quem precisa de atenção especial?
A avaliação merece atenção em idosos e pessoas com cardiopatias, asma, DPOC, diabetes, obesidade, doença renal ou hepática, câncer, HIV, transplante, ausência do baço ou uso de medicamentos que reduzem a imunidade. Isso não significa que todas receberão o mesmo esquema.
Quais vacinas costumam entrar na avaliação?
Influenza
A vacina contra a gripe é atualizada a cada temporada. A SBIm recomenda uma dose anual para idosos e dá preferência à formulação de alta concentração quando ela está disponível. Se não estiver, a vacina da temporada continua sendo a opção: adiar a proteção à espera de um produto específico pode deixar a pessoa exposta.
Pneumocócicas
Vacinas pneumocócicas ajudam a prevenir formas graves de doença causada pelo pneumococo, como pneumonia e meningite. Há diferentes formulações, inclusive a conjugada 20-valente. A indicação e o intervalo dependem da idade, da condição clínica e das doses anteriores; leve os comprovantes para evitar decisões baseadas apenas no nome da vacina.
Herpes-zóster
A vacina recombinante é recomendada pela SBIm a partir dos 50 anos e pode ser indicada antes em condições de imunossupressão. O esquema tem duas doses. Mesmo quem já teve herpes-zóster pode ter indicação; nesse caso, é preciso avaliar o momento adequado após a resolução do quadro.
VSR
O vírus sincicial respiratório também pode causar doença importante em adultos mais velhos. A SBIm recomenda a vacinação de rotina a partir dos 70 anos e, a partir dos 60, para pessoas com maior risco, como quem tem cardiopatia ou pneumopatia. Em outras condições clínicas, a equipe deve conferir a recomendação atual e a indicação do produto antes de orientar a aplicação.
Covid-19
Idosos e pessoas com determinadas condições crônicas devem manter o esquema atualizado conforme o calendário vigente. A recomendação pode mudar com a formulação disponível, a faixa etária e a situação clínica; confira as orientações do Ministério da Saúde e o histórico de doses.
dTpa e dT
Os reforços contra difteria e tétano também precisam ser revistos na vida adulta. A dTpa acrescenta proteção contra coqueluche, especialmente relevante para quem convive com bebês. Se a caderneta estiver incompleta ou desconhecida, a equipe orienta como atualizar o esquema.
Hepatite B
Quem não foi vacinado ou não completou o esquema deve conferir a necessidade de doses. Pessoas com doença renal, imunossupressão ou outras condições especiais podem precisar de avaliação adicional do esquema e da resposta à vacina.
Febre amarela
Após os 60 anos, a primeira dose exige avaliação individual do risco de exposição e do risco de eventos adversos. Para pessoas imunodeprimidas, por ser uma vacina de vírus vivo, a indicação também precisa de avaliação específica. Não decida apenas pela idade ou pelo destino da viagem.
Quem tem imunidade baixa pode tomar vacinas?
Muitas vacinas inativadas ou recombinantes podem ser usadas em pessoas imunodeprimidas. Já vacinas vivas, como febre amarela, varicela e dengue, exigem avaliação cuidadosa e podem ser contraindicadas em situações específicas. O profissional deve considerar a doença, o tratamento e o momento da aplicação.
O SUS oferece vacinas para grupos especiais?
Sim. Além das vacinas da rotina, o Ministério da Saúde mantém a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais. O acesso e os documentos exigidos dependem da condição e das normas vigentes. Antes de comprar uma vacina, vale verificar se existe indicação de atendimento na rede pública especializada.
É possível combinar SUS e rede particular?
Sim. Doses registradas no SUS e em serviços privados entram no mesmo histórico de vacinação. A equipe pode identificar o que já foi feito, verificar o intervalo adequado e orientar a complementação quando houver indicação. Mudar de serviço não significa, por si só, recomeçar o esquema.
Posso receber mais de uma vacina no mesmo dia?
Em muitos casos, vacinas podem ser aplicadas na mesma visita, em locais diferentes. A equipe verifica a compatibilidade, a indicação e o histórico antes da aplicação.
E se eu uso anticoagulante ou estou com a doença descompensada?
Informe à equipe os medicamentos em uso e as mudanças recentes no estado de saúde. Não suspenda anticoagulantes nem outros tratamentos por conta própria para receber uma vacina. Em caso de doença aguda ou descompensação, o momento da aplicação deve ser decidido individualmente.
Resumo para conversar com a equipe
- Idosos: confira influenza, pneumocócica, herpes-zóster, Covid-19, dT/dTpa e hepatite B; o VSR depende da idade e dos fatores de risco.
- Cardiopatas: revise especialmente influenza, pneumocócicas, Covid-19 e VSR conforme a idade e o histórico.
- Pessoas com asma, DPOC ou outras doenças pulmonares: confira as vacinas respiratórias e as doses já registradas.
- Pessoas com diabetes: além das vacinas da idade, revise influenza, pneumocócicas, Covid-19 e hepatite B.
- Pessoas com doença renal: pode haver esquemas específicos ou necessidade de avaliar a resposta a determinadas vacinas.
- Pessoas imunodeprimidas: o momento de vacinar e o uso de vacinas vivas exigem análise individual; informe os tratamentos em curso.
- Familiares de bebês ou imunodeprimidos: manter a própria caderneta atualizada também faz parte do cuidado ao redor deles.
Esta lista é um ponto de partida para a revisão da caderneta, não uma prescrição. O esquema final depende das doses anteriores e da condição clínica.
O que levar para a avaliação?
- Caderneta e comprovantes de vacinação
- Lista de medicamentos em uso
- Relatórios ou pedidos médicos, quando houver
- Informações sobre internações ou tratamentos recentes
Com esses dados, a equipe pode conferir o que já foi feito, identificar possíveis doses pendentes e orientar os próximos passos conforme as recomendações atuais.
Peça uma revisão da sua caderneta
Leve a caderneta, os comprovantes e a lista de medicamentos ao atendimento da ImuniVida, na Center Clínica, em Ji-Paraná. A equipe pode identificar quais doses estão registradas e quais perguntas devem ser levadas ao profissional que acompanha sua condição. Para consultar uma vacina e seu valor, fale pelo WhatsApp (69) 99290-0920.
Vacinas relacionadas em Ji-Paraná
- Vacina influenza: proteção contra gripe
- Vacinas pneumocócicas: VPC13, VPC15 e VPC20
- Shingrix: vacina contra herpes-zóster
- Abrysvo: vacina contra VSR


